“Aparições de Nossa Senhora

 Rosa Mística no Brasil”

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“ Meu filho tuas…
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História dos Santos: São João Bosco e o sonho do Purgatório

O Purgatório

Ontem à noite, meus caros filhos, havia-me deitado e, não conseguindo adormecer logo, estava pensando na natureza e no modo de existir da alma; como ela era feita; de que modo poderia encontrar-se e falar na outra vida, estando separada do corpo; como faria para trasladar-se de um lugar a outro; como nos poderemos conhecer uns aos outros depois de mortos, não sendo senão puros espíritos. E quanto mais pensava nessas coisas, mais obscuro me parecia tal mistério.

Enquanto divagava por essas idéias e outras semelhantes, adormeci, e me pareceu que estava na estrada que conduz a … (e nomeou a cidade) e que caminhava naquela direção. Andei durante algum tempo, atravessei lugares para mim desconhecidos, até que, em certo momento, ouvi que alguém chamava pelo nome. Era a voz de uma pessoa parada na estrada.

- Vem comigo – disse – e poderás ver logo o que desejas!

Obedeci imediatamente. Mas a tal pessoa andava com a rapidez do pensamento, e eu no mesmo passo que meu guia. Andávamos de maneira tal que nossos pés nem tocavam o solo. Chegados por fim a uma certa região que eu desconhecia, o guia parou. Erguia-se sobre uma preeminência do terreno um magnífico palácio de construção admirável. Não sabia onde estava, nem sobre que montanha; nem me recordo mais se estava realmente sobre uma montanha ou se estava no ar, sobre nuvens. Era inacessível e não se via caminho algum para poder chegar até ele. Suas portas eram de considerável altura.

- Sobe a esse palácio – me disse o guia.

- Como vou fazer? – observei eu – como fazer para subir? Aqui por baixo não há entrada, e não tenho asas.

- Entra! – replicou ele com autoridade. E, vendo que eu não me movia, disse:

- Faz como eu: levanta os braços com boa vontade e subirás. Vem comigo.

E assim dizendo, levantou ao alto as mãos, dirigindo-as para o céu. Eu também abri os braços, e me senti num só instante alçado pelos ares como uma nuvenzinha. Eis que chego aos umbrais do palácio. O guia me acompanhara até lá.

- Que há aqui dentro? – perguntei.

- Entra, visita-o e verás. No fundo, num salão, encontrarás quem te ensinará.

E desapareceu, ficando eu só, como guia de mim mesmo.

Entrei no pórtico, subi as escadas e cheguei a um salão verdadeiramente régio. Percorri salas espaçosas, aposentos riquíssimos de ornamentos e longos corredores. Caminhava com velocidade acima da natural.

Cada sala brilhava com magnificência de tesouros espantosos, e naquela velocidade percorri tantos aposentos que me foi impossível contá-los.

Mas uma coisa era mais admirável: para correr com a rapidez do vento, eu não movia os pés; suspenso no ar com as pernas juntas, deslizava sem esforço como sobre um cristal, mas sem tocar o pavimento.

Passando assim de um aposento a outro, vi finalmente no fundo de um corredor uma porta. Entrei e me encontrei num salão grande, que superava em magnificência a todos os demais. No fundo dele, sobre uma cadeira de espaldar alto, avistei um Bispo, majestosamente sentado, em posição de quem se prepara para dar audiência. Aproximei-me com respeito e fiquei admiradíssimo por reconhecer naquele prelado um íntimo amigo meu, Era Dom … (e disse o nome), Bispo de …, falecido havia dois anos. Parecia nada sofrer. Seu aspecto era radiante, afetuoso e de tão grande beleza que nem sequer poderia exprimir.

- Oh! Senhor Bispo, vós por aqui? – perguntei, com grande alegria.

- Não me vê? – respondeu o Bispo.

- Mas, como isso? Ainda estais vivo? Não morrestes?

- Sim, morri.

- Se morrestes, como é que estais sentado aqui tão radiante e satisfeito? Se ainda estais vivo, por caridade, esclarecei-me: na diocese de … há já um outro Bispo, Dom …, em vosso lugar. Como é que se esclarece essa confusão?

- Esteja tranqüilo; não se preocupe que já estou morto…

- Ainda bem que já está um outro em vosso lugar.

- Sei disso. E o Sr., Dom Bosco, está vivo ou está morto?

- Eu estou vivo. Não vedes que estou aqui em corpo e alma?

- Aqui não se pode vir com o corpo.

- Mas, sem embargo, aqui estou.

- É o que lhe parece; mas não é assim…

Eu me apressava em falar-lhe, fazendo perguntas e mais perguntas, sem receber resposta alguma.

- Como pode ser que eu, que estou vivo, esteja aqui convosco, Senhor Bispo, que já morrestes?

Tinha medo de que o Bispo desaparecesse, pelo que lhe roguei:

- Senhor Bispo, por caridade, não me deixeis. Necessito saber muitas coisas. Dizei-me, Senhor Bispo, salvastes vossa alma?

O Bispo, vendo-me tão ansioso, disse: – Não se aflija tanto e fique calmo, que não fugirei. Pode falar.

- Dizei-me, Senhor Bispo, estais salvo?

- Olhe-me; observe como estou robusto, cheio de louçania e brilho.

Seu aspecto me dava realmente a certeza de que estava salvo; mas, não me contentando com essa impressão, repliquei:

- Dizei-me se estais salvo, sim ou não.

- Sim, estou em lugar de salvação.

- Mas já estais no Paraíso, gozando do Senhor? ou no Purgatório?

- Estou em lugar de salvação, mas ainda não vi a Deus e ainda necessito de que reze por mim.

- E quanto tempo ainda devereis estar no Purgatório?

- Olhe aqui e leia! – disse, apresentando-me uma folha de papel.

Tomei na mão o papel; observei atentamente, mas, nada vendo escrito, disse-lhe:

- Nada vejo!

- Veja bem o que nele está escrito e leia!

- Já olhei com atenção e estou olhando novamente, mas nada posso ler porque nada há escrito aqui.

- Veja com mais atenção!

- Vejo um papel com floreados vermelhos, azuis, verdes, cor de violeta, mas não encontro letra alguma.

- São algarismos.

- Não vejo letras nem números.

O Bispo olhou o papel que eu tinha nas mãos e disse:

- Já sei porque o Sr. não vê nada; vire o papel ao contrário.

Examinei a folha com maior atenção, virei-a de to dos os lados; mas nem de um lado nem do outro nada consegui ler. Somente me pareceu ver, entre uma infinidade de traços e desenhos, o número 2.

- O Sr., Dom Bosco, sabe por que é necessário ler ao contrário? – continuou o Bispo – É porque os juízos do Senhor são completamente distintos dos do mundo. O que os homens julgam sabedoria é tolice aos olhos de Deus.

Não tive coragem de insistir para que explicasse mais claramente, e disse:

- Senhor Bispo, não vos afasteis; quero perguntar-vos mais coisas.

- Pois pergunte, que lhe escuto.

- Eu me salvarei?

- Deve ter esperança nisso.

- Não me façais sofrer; dizei-me logo se me sal varei.

- Não sei.

- Pelo menos dizei-me se estou na graça de Deus.

- Não sei.

- E meus meninos, salvar-se-ão?

- Não sei.

- Mas, por favor, dizei-me, estou implorando.

- O Sr. estudou Teologia e portanto pode saber, pode dar-se a esposta a si mesmo.

- Mas, como? Estais em lugar de salvação e ignorais essas coisas?

- O Senhor as dá a conhecer a quem quer; e quando quer que elas sejam comunicadas, dá ordem e permissão para tal. A não ser assim, ninguém pode comunicá-lo aos que ainda vivem.

Eu me achava nervoso, na impaciência de fazer mais perguntas, e as fazia apressadamente, com temor de que o Senhor Bispo se retirasse.

- Dizei-me algo para transmitir de vossa parte aos meus meninos.

- O Sr. sabe tanto quanto eu o que devem fazer. Tendes a Igreja, o Evangelho e as outras Escrituras que tudo vos dizem. Diga-lhes que salvem suas almas, pois tudo o mais de nada serve.

- Já sabemos que devemos salvar a alma. Mas, que devemos fazer para salvá-la? Dê-me alguma recomendação especial para poder salvá-la, e que nos faça recordar de vós. Eu o repetirei aos meus rapazes em vosso nome.

- Diga-lhes que sejam bons e sejam obedientes.

- Quem é que não sabe essas coisas?

- Diga-lhes que sejam puros e que rezem.

- Mas, explicai-vos em termos mais concretos.

- Diga-lhes que se confessem com freqüência e façam boas confissões.

- Alguma outra coisa ainda mais concreta…

- Direi, já que quer. Diga-lhes que têm diante dos olhos uma neblina, e que quando alguém chega a vê-la já está muito adiantada. Que afastem essa neblina, como se lê nos Salmos: Nubem dissipa.

- Que neblina é essa?

- São todas as coisas mundanas, que impedem de ver as coisas celestiais como de fato são.

- E que devem fazer para afastar essa neblina?

- Considerem o mundo exatamente como ele é: Mundus totus in maligno positus est [mundo está todo posto no maligno]; e então salvarão a alma. Que não se deixem enganar pelas aparências do mundo. Os jovens crêem que os prazeres, as alegrias, as amizades do mundo, podem fazê-los felizes e, portanto, não esperam se não o momento de poder gozar desses prazeres. Mas recordem-se de que tudo é vaidade e aflição de espírito, e tomem o hábito de ver as coisas do mundo não como elas parecem, mas como realmente são.

- E essa neblina, como é principalmente produzida?

- Assim como a virtude que mais brilha no paraíso é a pureza, assim a obscuridade e a neblina são produzidas principalmente pelo pecado de imodéstia e impureza. É como uma negra nuvem densíssima que tolda a visão e impede os jovens de verem o precipício rumo ao qual caminham. Diga-lhes, portanto, que conservem zelosamente a virtude da pureza, porque os que a possuem florebunt sicut lilium in civitate Dei [florescerão como o lírio na cidade de Deus].

- E que se requer para conservar a pureza? Dizei-me, e o direi aos meus caros jovens de vossa parte.

- Recolhimento, obediência, fuga do ócio e oração.

- E que mais?

- Oração, fuga do ócio, obediência e recolhimento.

- Nada mais?

- Obediência, recolhimento, oração e fuga do ócio. Recomende-lhes estas coisas, que elas são suficientes.

Teria querido perguntar-lhe muitas coisas mais, porém não me vinham à lembrança. Assim é que, mal o Bispo terminou de falar, impaciente para vos transmitir aqueles avisos deixei apressadamente o salão e corri para o Oratório. Voava com a rapidez do vento, e num instante encontrei-me na porta de casa. Mas, ao chegar, parei e pensei:

- Por que não permaneci mais tempo com o Senhor Bispo de… Teria conseguido ainda melhores esclarecimentos. Fiz mal em deixar escapar uma ocasião tão boa. Teria aprendido muitas coisas interessantes.

E imediatamente voltei atrás com a mesma rapidez com que tinha vindo, temeroso de não mais encontrar o Senhor Bispo. Entrei novamente no palácio e no salão.

Mas, que mudança se havia operado em poucos instantes! O Bispo, pálido como cera, estava estendido sobre um leito e parecia um cadáver; em seus olhos brilhavam ainda suas últimas lágrimas; estava em agonia. Só pelo ligeiro movimento do peito, produzido pelos últimos alentos, se deduzia que ainda estava vivo. Aproximei-me com grande preocupação e perguntei:

- Senhor Bispo, que vos aconteceu?

- Deixe-me! – respondeu com um gemido.

- Teria ainda muitas coisas que vos perguntar.

- Deixe-me só! Sofro imensamente.

- Que posso fazer por vós?

- Reze e deixe-me ir embora!

- Para onde?

- Para onde me conduz a mão onipotente de Deus.

- Mas, Senhor Bispo, rogo-vos que me digais o local.

- Sofro imensamente, deixe-me.

Eu repetia: – Mas ao menos dizei-me: que posso fazer por vós?

-Reze por mim.

-Uma só palavra: tendes algum encargo que eu possa fazer-vos no mundo? Não quereis dizer nada para vosso sucessor?

-Vá ao atual Bispo de… e diga-lhe, de minha par te, tal e tal coisa…

As coisas que me disse não vos interessam, queridos jovens, e por isso as omito.

O Bispo acrescentou:

- Diga também a tais e tais pessoas, tais e tais coisas secretas…

(Também sobre esses recados Dom Bosco se calou. Mas tanto as primeiras quanto as segundas, parece que se referem a avisos e remédios com respeito à sua antiga diocese.)

-Nada mais?

- Diga a seus jovens que eu sempre os quis muito bem, e que enquanto vivi sempre rezei por eles; ainda agora me recordo deles. Que rezem eles por mim.

-Tende certeza, Senhor Bispo, de que assim o direi. E começaremos imediatamente a oferecer sufrágios por vossa alma. Mas quando o Senhor Bispo estiver no Paraíso, lembre-se de nós.

O Bispo tinha tomado um aspecto ainda mais sofre- dor. Era um tormento vê-lo. Sofria muitíssimo. Era uma agonia das mais angustiosas.

- Deixe-me – repetiu – deixe-me que vá para onde o Senhor me chama.

- Senhor Bispo! Senhor Bispo! – repetia eu cheio de indizível compaixão.

- Deixe-me! Deixe-me!

Parecia que expirava. Uma força invisível o arrastou dali para habitações mais interiores, de modo que desapareceu.

Eu, com tanto sofrer, assustado e comovido, quis voltar atrás; mas, tendo batido com o joelho num objeto qualquer daquelas salas, acordei e me encontrei de repente deitado no meu quarto.

Como vedes,jovens, este é um sonho como todos os outros sonhos; e no que se refere a vós, não tendes necessidade de explicações, porque todos o entendestes bem.

E Dom Bosco Concluiu a narração dizendo:

Neste sonho aprendi tantas coisas a respeito da alma e do Purgatório como antes jamais havia chegado a compreender; e as vi tão claramente que jamais as esquecerei.

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